RECARCINE - REDE DE PESQUISA DE CARCINICULTURA DO NORDESTE
Esta Rede reúne pesquisadores das distintas áreas de conhecimento e centros de pesquisa e tecnologia do cultivo de camarão marinho do Nordeste. Explica-se sua atuação preferencial nesta região por concentrar cerca de 97% dos empreendimentos e da produção brasileira de camarão cultivado. A espécie cultivada é Litopenaeus vannamei originária do Oceano Pacífico, aqui introduzida a partir da década de 1990. A pesquisa de cultivo de camarão em cativeiro no Brasil iniciou-se no Rio Grande do Norte em 1973 com o Projeto Camarão do então governador Cortez Pereira, criado com a finalidade de ser uma alternativa de atividade produtiva e econômica para municípios principalmente do Litoral Oriental que tiveram sua produção de sal paralisada, salinas abandonadas e mão de obra desempregada.

A carcinicultura tem, portanto, mais de 30 anos de existência e representa importante atividade econômica na região. Todavia veio a firmar-se como atividade empresarial rentável somente a partir do final da década de 1990 com o domínio da tecnologia de todo o processo de cultivo e suprimento de insumos básicos, garantindo assim aos produtores o indispensável para operar suas fazendas. Contribuíram também fatores externos como a crise na produção do Equador a partir de 1998, o maior das Américas e um dos maiores do mundo, crescimento da demanda mundial e a abertura da banda cambial em 1999. Impressionam os números de sua evolução nos últimos cinco anos (1999- 2004) no Nordeste: as exportações saltaram de 2 mil toneladas e 12,4 milhões de dólares para 54 mil toneladas e 210 milhões de dólares; a área cultivada, de 5 mil hectares para 15 mil hectares; os empreendimentos triplicaram para mais 600 em 2005; a produtividade média de 1,7 kg/hectare/ano para 6 kg/hectare/ano.

Característica marcante do perfil desta atividade é a forte participação (95%) de pequenos (75%) e médios (20%) criadores. Por outro lado, esta matriz de produção representa certa fragilidade e preocupação para com a sustentação da economia do setor pelas naturais limitações que os pequenos e médios produtores enfrentam para operar seus negócios. No Rio Grande do Norte tais fatos levaram governo, academia e o setor produtivo a despertar para a necessidade de organização da cadeia e fortalecimento dos agentes econômicos da carcinicultura. Decorreu daí em 2000 a iniciativa da organização do Cluster ou Arranjo Produtivo (APL) do Camarão do RN, trabalho realizado pelo setor, com o patrocínio do Governo do Estado e apoio do Banco Mundial, através do IICA . Instituto Interamericano de Cooperação para Agricultura.

O trabalho apoiado pelo Banco Mundial durou até final de 2001, dele resultando um Plano Diretor para o desenvolvimento da carcinicultura no RN. No entanto, o trabalho de organização do APL não parou, tendo continuidade com o apoio da FINEP a partir de 2002 até os dias de hoje. A experiência vivida no RN em 2002 e 2003 levou a FINEP a amplia-lo para todo Nordeste em 2004, patrocinando a organização da Rede de Pesquisa de Carcinicultura, a RECARCINE. A primeira reunião de pesquisadores para discutir a formação da rede de parceria em carcinicultura ocorreu durante a FENACAM-2003 em Natal, em 05/02/03. Teve como seqüência e resultado prático o Edital MCT/FINEP/FVA-01/2004 que qualificou 32 projetos, 13 Instituições e 5 grupos temáticos de pesquisa resumidos a seguir.

Coordenação Geral (Grupo Gestor):
Arnaldo Magnavita, FINEP ( amagnavi@finep.gov.br);
Maria Bernardete de Souza, UFRN ( mdesouza@reitoria.ufrn.br);
Lourinaldo Cavalcanti, IPEA ( lourinaldoc@yahoo.com.br).
Coordenação Setorial (Grupos Temáticos de Pesquisa):
Grupo de Genética: Rodrigo Maggioni, UECE (maggioni@uece.br);
Grupo de Manejo de Cultivo: Lourinaldo Cavalcanti, IPEA (lourinaldoc@yahoo.com.br);
Grupo de Enfermidades: Tereza Cristina Gesteira, LABOMAR/UFC (cgesteira@labomar.ufc.br);
Grupo de Ecologia de Viveiros: Dilma Fernandes Oliveira, EMPARN (dilmacm@digizap.com.br);
Grupo de Tecnologia da Informação (Estruturação): José Salim, Recarcine (salimar@matrix.com.br).

Para mais detalhes navegue no Portal.
Portal RECARCINE
COPYRIGHT 2006 - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS
Desenvolvido pelo ParqTcPB / Recarcine.
Financiamento: FINEP, apoio: FUNPEC, CNPQ.
Desenvolvido para: